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Fujitsu: Soluções em escaners e softwares para Imaging

Fevereiro 02, 2004


Nelson Yassuo Osanai

-Nelson Yassuo Osanai - Bacharel em administração de empresas com ênfase em O&M pela FAAP. Há 28 anos atua no mercado de Tecnologia da Informação nas áreas técnica, comércio exterior planejamento, marketing e comercial. Atualmente, é Diretor Comercial da Fujitsu do Brasil e responsável pela área de imaging Products, (escaners Fujitsu e produtos Kofax SW e HW). Yassuo

Jornal do GED - A Fujitsu foi uma das pioneiras na disponibilização de escaners profissionais e vem se atualizando tecnologicamente para se manter líder no mercado. Conte-nos um pouco dessa história.

Nelson Y. Osanai - A Fujitsu, uma das líderes mundiais em Tecnologia da Informação, tem se dedicado em tecnologia de scanners para digitalização de documentos desde a década de 80. Desde então, tem se destacado pelo pela inovação tecnológica de seus produtos, pela excelente relação custo-performance de seus produtos, assim como também pela visão antecipada das necessidades apontados pelo mercado e que são implementadas nos equipamentos da linha com relativa antecedência. Tome como exemplo que a Fujitsu foi a primeira a lançar no mercado scanners profissionais para digitalização em cores , sendo que atualmente a digitalização de documentos em cores já é uma realidade. A Fujitsu tem agregado em seus produtos, toda tecnologia que vai de encontro ás necessidades de seus usuários, sendo que também foi a primeira a lançar scanners com a tecnologia VRS, (Virtual Re-Scan da Kofax). Adicionalmente, já há dois anos todos os scanners Fujitsu acompanham o Adobe Acrobat 5.0 full, pois desde então já tem observado que o formato PDF que era uma tendência, já está prestes a se tornar um padrão.

Jornal do GED - Aponte os aspectos técnicos na melhoria da qualidade do documento digitalizado e diga porque é necessário trocar as configurações mais antigas pelas mais modernas e como justificá-las.

Nelson Y. Osanai - No passado, um dos principais objetivos da digitalização de documentos era a preservação da imagem dos mesmos. Atualmente, este conceito já não é válido, pois além da imagem dos documentos, que contém informação desestruturada na maioria dos casos, é importante extrairmos a informação contida nestes documentos e transformá-las em informação estruturada que serão vitais para o nosso sistema corporativo e processo de negócios. Daí a necessidade de imagens de documentos cada vez mais perfeitas.

A tecnologia utilizada nos scanners Fujitsu são CCD, (Charge Coupled Device), o que já permite uma melhor qualidade de imagem se comparada a outras tecnologias. Mesmo assim, a Fujitsu já possui diversos equipamentos de porte departamental e de produção com resolução óptica de 600 dpi.

A digitalização em cores, que até pouco tempo era feito em baixa velocidade na maioria dos escaners, (aprox. 1/3 da velocidade em P/B), já é feito na mesma velocidade em alguns modelos da Fujitsu. Estes mesmos modelos também agregam tecnologia de compressão de dados e outros recursos adicionais.

Os equipamentos atuais, possuem mais tecnologia e inteligência que permite inclusive o tratamento das imagens de forma automática, o que garante maior produtividade tanto no processo de digitalização, CQ e indexação quanto nos processos de captura de informação como BCR, OCR, ICR entre outros.

Todos este fatores de atualização tecnológica, com certeza proporcionam menor custo de produção, menor custo de manutenção, menor custo de treinamento e maior velocidade na disponibilização da informação que é facilmente traduzido em menor TCO na solução como um todo.

Jornal do GED - Qual o tamanho do mercado de capture no Brasil? Você poderia dividi-lo em mercado verticais?

Nelson Y. Osanai - É difícil medir o tamanho do mercado de capture no Brasil, uma vez que nunca foi feito nenhum trabalho por entidades de notório reconhecimento como IDC, Gartner, Infotrends e outros. Além disso, o mercado ainda desconhece a existência de scanners profissionais, voltados para aplicações de GED.

Recentemente vi uma pesquisa em uma revista brasileira do seguimento de TI onde os scanners profissionais tampouco foram considerados e o resultado foi somente de fabricantes de scaners de uso doméstico.

De qualquer forma, sempre podemos fazer uma projeção tomando como base o mercado norte americano, que gira em torno de US$300 milhões em scanners de documentos por ano, onde a Fujitsu detém em torno de 40%. Obviamente o mercado Brasileiro ainda não está suficientemente maduro, mas as perspectivas de crescimento são bastante animadoras. Se dividirmos em seguimentos verticais, diria que hoje o seguimento financeiro é o que tem apresentado maior crescimento, seguido do governo, serviços, saúde, indústria e cartórios .

Jornal do GED - Desse mercado, qual o percentual alcançado pela Fujitsu e qual a meta para o próximo ano, tanto para hardware quanto para software?

Nelson Yassuo Osanai - Diria que no mercado brasileiro duas empresas são consideradas líderes e a Fujitsu é uma delas. Ambas estão presentes e comprometidas com o mercado brasileiro há vários anos, e a meta da Fujitsu é manter esta posição em hardware e aumentar sua participação em software que até recentemente era nula.

Jornal do GED - Até que ponto a Fujitsu vê a utilização do GED – e suas tecnologias – como estratégia para desenvolvimento das empresas?

Nelson Y. Osanai - Na era da internet onde a informação faz parte do processo de negócio das empresas e o desenvolvimento e sobrevivência das mesmas também dependem muito da agilidade com que estas informações são processadas e disponibilizadas, o GED e suas tecnologias correlatas já são parte deste processo. Uma pesquisa do Gartner detectou que apesar de toda a tecnologia existente, ainda 85% das informações que envolvem uma organização, estão contidas em formatos não estruturados. A solução envolvendo GED e suas tecnologias relacionadas é que possibilitam que grande parte destas informações não estruturadas sejam convertidasem formatos processáveis, auxiliando nos processos de tomadas de decisões e tornando a empresa mais ágil e competitiva.